Diversas
Escola da URI, Santiago / RS
Festa Junina, dia 01, 25/06
Onde o frio ficou do lado de fora
Tem dias em que o inverno ensina uma verdade simples... O calor nem sempre nasce do fogo. Às vezes, ele brota do riso, na música, na coragem de dançar e na alegria de pertencer.
Assim foi a primeira tarde da Festa Junina da Escola da URI Santiago.
Lá fora, o frio e no salão um calor que aquecia a alma. Bandeirinhas dançavam no teto, o cheiro das delícias juninas encontraram a memória de infância de cada um, e bastava um acorde da sanfona, um compasso da música, para que até os mais tímidos deixassem a vergonha pendurada no cabide.
Era dia dos anos finais e do Ensino Médio. Dia de mostrar que crescer não significa abandonar o encantamento.
As brincadeiras arrancaram gargalhadas sinceras. As apresentações revelaram semanas de ensaio transformadas em poucos minutos de magia. Cada dança carregava dedicação e cada passo dizia, sem precisar de palavras, que quando muita gente acredita na mesma ideia, o espetáculo acontece.
E aconteceu.
O tradicional casamento caipira, conduzido pelo Terceirão 2026, roubou cenas, sorrisos e aplausos. Entre noivos fujões, causos, risadas e aquele jeitão mais enfeitado que galinha de quermesse, a plateia embarcou inteira na história. Porque festa boa é assim, ninguém fica só assistindo, todos fazem parte.
E que povo bonito se viu por ali! Rostos pintados, chapéus de palha, vestidos rodados, camisas xadrezes, remendos aqui, trança acolá... Moças e moços vestindo o personagem com tanta vontade que parecia que São João tinha resolvido fazer morada em Santiago por uma tarde.
No fim das contas, talvez a filosofia caipira tenha razão. A riqueza da vida não mora no que a gente ajunta, mas no que se reparte. Um sorriso repartido vira dois. Uma dança compartilhada vira memória. E uma escola que celebra junto planta algo muito maior que conhecimento: cultiva pertencimento.
Porque, como diria um bom matuto, "quando o coração faz arrasta-pé, até o inverno perde a coragem de esfriar a gente".
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