Diversas
Escola da URI, Santiago / RS
Festa Junina, dia 02, 26/06
Quando a infância aquece o inverno
As crianças aprendem com os adultos. É uma verdade, talvez. Porém existem momentos em que acontece o contrário.
O segundo dia da festa junina da Escola da URI Santiago foi um desses momentos em que a infância conduziu a lição.
Lá fora, o inverno seguia firme. Na quadra, o frio não encontrou lugar, mas sim, encontrou sorrisos, abraços, brincadeiras e uma alegria capaz de aquecer qualquer estação.
Foi a vez da educação infantil e dos anos iniciais transformarem a quadra em um cenário onde a imaginação dançou de mãos dadas com a tradição. Rostos pintados, chapéus de palha, vestidos rodados, camisas xadrez e calças remendadas coloriram o ambiente muito antes da música começar.
Entre cachorros-quentes, carapinhas, brincadeiras e o sempre disputado touro mecânico, pais, avós e professores compartilhavam algo que o tempo jamais conseguirá envelhecer: a felicidade de ver uma criança sendo... criança.
Então as apresentações.
Cada dança carregava a espontaneidade que não se ensaia por completo. Os pequenos dançaram com olhos curiosos, passos por vezes apressados, outras vezes tímidos, mas sempre verdadeiros. E é justamente essa verdade que torna a infância tão extraordinária.
Nada disso aconteceria sem a dedicação dos professores e da equipe gestora. Mais do que organizar coreografias, eles cultivam confiança, despertam coragem e transformam semanas de preparação em lembranças que acompanharão essas crianças por toda a vida. O brilho na quadra também nasceu do trabalho silencioso de quem ensina com afeto.
O tradicional casamento caipira ganhou novos protagonistas e encantou o público com surpresas, risadas e muita descontração. Cada improviso arrancava aplausos, cada sorriso lembrava que as melhores memórias nunca seguem roteiros.
Talvez a filosofia caipira explique melhor do que qualquer tratado, que a grandeza não mora no tamanho de quem ocupa a quadra, mas no amor colocado em cada passo.
E quando a infância resolve dançar quadrilha, até o inverno se rende e aprende que há calores que só o coração é capaz de acender.
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