Educação
Escola da URI, Santiago / RS
Festa da família, 2ª noite, 14/08
Pai é colo, não personagem
Na segunda noite de homenagens, aos pais, na sexta-feira, 14, foi a vez dos pequenos da Educação Infantil da Escola da URI Santiago subirem ao palco. Nada de solenidade contida: são crianças espontâneas, cada uma do seu jeito. Uma que se esconde, tímida, e a que toma conta do palco, extrovertida e feliz. Cada uma no seu tempo, cada uma procurando, entre tantos rostos na plateia, o pai pra mostrar o que aprendeu.
Professoras e monitoras, com o apoio da equipe gestora, prepararam apresentações simples e bem-humoradas: uma dança que saiu do compasso, um movimento trocado, um riso contagiando a turma inteira no meio da apresentação. E os pais riram, se emocionaram e aplaudiram.
G. K. Chesterton escreveu que o sol nasce todo dia porque Deus nunca se cansa de vê-lo nascer, e que pedir a mesma coisa outra vez é prova de vitalidade, não de tédio. É o que uma criança pequena faz o tempo todo: de novo, pai, de novo. Não existe algoritmo, por mais refinado, que peça de novo com esse mesmo brilho nos olhos.
Fica então a pergunta que a noite deixou solta no ar: um aplicativo ensina a deslizar a tela antes de ensinar a caminhar? Um vídeo em loop segura a atenção antes que um colo segure o corpo? Talvez o trabalho de pai, com seu pequeno, seja justamente resistir à pressa do mundo digital e aceitar repetir, de novo, e de novo, o mesmo colo, a mesma história, o mesmo abraço.
Fica o registro. Fica a imagem. Fica o colo, sempre disponível.
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