Hipismo

Invernada Reiúna, Santiago / RS

21ª COPA Terra dos Poetas de Hipismo, 17/04

Entre o controle e o caos

Na tarde de sexta-feira, 17, em Santiago, a poeira não subiu por acaso, ela respondeu. A 21ª Copa Terra dos Poetas de Hipismo, organizada pela 1ª Brigada de Cavalaria Mecanizada (1ª Bda C Mec), realizada no Centro Hípico da Reiúna, não começou apenas com saltos, mas com uma tensão, viva, entre a expectativa do início e o nervosismo que ninguém admite.

Militares e civis, vindos de várias cidades, entraram em pista com algo em comum: não apenas técnica - técnica se aprende -, mas a tentativa, silenciosa, de dominar o indomável.

Porque o salto, no fim, é apenas um detalhe. O que acontece antes dele é que dita onde o esporte se transforma em linguagem. Há um instante, breve, quase invisível, em que o cavalo decide confiar e o cavaleiro decide não hesitar. Se um falhar, tudo quebrará, e se ambos se sustentarem, o impossível deixa de ser limite e passa a ser precisão e resultado.

Entre a curva e a impulsão, entre a areia que explode e o corpo que inclina, existe um acordo que não se ensina em manuais: controle não é a ausência de caos, mas, é impor ordem sem silenciar os instintos.

Essas imagens não registram apenas provas, elas revelam decisões que acontecem em frações de segundo e que carregam anos de treino, erros, insistências e silêncios.

Porque, ninguém monta sozinho, e quando o conjunto acontece, não há plateia, não há arquibancada, não há ruído; há apenas movimento, precisão e verdade. E, por um instante, único e breve, o homem e o cavalo deixam de competir… e passam a agir como um só corpo.

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