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Piscina Tênis Clube, Santiago / RS

Chá das mães, 16/05

O amor que nunca vai embora

Entre cafés, abraços e memórias quentes como um chá recém-servido, existe algo que o mundo moderno tenta esconder sob notificações, pressa e produtividade: o fato de que mães sustentam silenciosamente aquilo que chamamos de humanidade. Enquanto muitos aprendem a gerir empresas, elas aprendem a gerir emoções sem manuais, sem pausas e sem aplausos.

Em uma tarde especial, promovida pela Escológica Educação Infantil, sob a direção de Solange Viegas, o tempo pareceu desacelerar. É como se o relógio, por respeito, tivesse entendido que havia algo mais importante acontecendo do que cumprir horários.

Era uma tarde de encontros, de reencontros e de olhares que diziam “quanto tempo” sem precisar pronunciar palavra alguma. Entre xícaras aquecidas e conversas sinceras, mães compartilharam aquilo que filósofos passaram séculos tentando explicar: o amor que permanece mesmo quando tudo exige desistência.

A palestra “Ser mãe: a única forma de amar e a gestão da emoção”, conduzida por João Lemes, não foi apenas uma fala, foi um espelho, um convite silencioso para revisitar a própria vida, os próprios excessos e os próprios silêncios. Porque ser mãe talvez seja exatamente isso: continuar sendo abrigo mesmo quando o mundo inteiro parece tempestade.

Nietzsche dizia que “quem tem um porquê enfrenta qualquer como”. Talvez as mães sejam a prova viva dessa frase. Elas enfrentam noites mal dormidas, medos invisíveis, batalhas internas e ainda assim encontram forças para sorrir quando um filho precisa acreditar que tudo ficará bem.

Mãe” sempre foi mais verbo do que substantivo. Mãe é mão estendida, é presença, é colo que reorganiza o caos. E naquela tarde, entre emoções, reflexões e afetos compartilhados, ficou evidente uma verdade simples: o amor materno ainda é uma das últimas formas de resistência genuína em um mundo distraído demais para perceber quem realmente o sustenta.

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