Tradicionalista
CTG Os Tropeiros, Santiago / RS
Almoço gaúcho, 08/03
Raízes que dançam: Payada eterna às mulheres tropeiras
No domingo, 8 de março, Dia da Mulher, o CTG Grupo Nativista Os Tropeiros acordou a pampa adormecida. Almoço gaúcho farto, carnes assadas no fogo lento da tradição, chimarrão passado de mão em mão como cálice socrático: "Conhece-te a ti, tropeiro, sem as raízes que te forjam?"
Elas, as matriarcas de poncho e alma indômita, foram homenageadas. Títulos de sócios eméritos entregues sob aplausos trovejantes, selando pactos com o eterno, um eco de Jaime Caetano Braum, payador que teceu o gaúcho como herói do horizonte infinito.
Reencontros de estâncias distantes, abraços que payaram saudades e histórias desfiadas ao redor da mesa como novelo de lã bruta.
Alegrias que galopam livres, risos que desafiam o niilismo moderno. A invernada mirim, olhos flamejantes de futuro, dançou com pureza feroz, com passos que interrogam: "Serás tu o guardião dessa chama?"
Então, o Grupo Coração Campeiro inflamou a domingueira. Guitarra e gaita trançados em payada nietzschiana. Dança como superação, botas batendo o chão em marteladas de Zaratustra: "Dança, gaúcho, ou perece no pó sem nome!"
Aqui, no coração do Rio Grande, a tradição não é relíquia morta, é vontade de potência, exame vital da alma pampeana. Em um mundo que dissolve raízes em pixels vazios, quem ousará payar o amanhã? Cultive, honre, dance - ou torne-se sombra errante, faca sem fio no coldre vazio.
As fotos, congelam esse momento em histórias que aconteceram, não montadas. Imagens que salvam o efêmero, tornando-o eterno, como aura benjaminiana na era da reprodução.
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