Tradicionalista
CTG Os Tropeiros, Santiago / RS
Baile dos Namorados, 13/06
No compasso das histórias de um baile
Vivemos dias de espora curta, tudo corre, tudo exige, tudo apressa. Parece que todo mundo corre atrás de alguma coisa, sem perceber que a vida, muitas vezes, acontece justamente quando a gente para.
Talvez por isso um baile tenha tanto valor. Não pela música apenas, nem pelas luzes do salão, mas porque, por algumas horas, as preocupações ficam encostadas em um canto e o coração assume as rédeas.
Foi nesse espírito que o Baile dos Namorados reuniu uma verdadeira multidão no sábado, 13 de junho. Salão cheio, pista tomada e aquele ambiente raro de quem foi para celebrar a companhia, a amizade e o amor. Ao som vibrante do grupo Tchê Garotos, os casais transformaram cada música em uma conversa sem palavras, dessas que só quem dança entende. Alguns carregavam o entusiasmo dos primeiros capítulos e outros a serenidade de quem já escreveu uma vida inteira ao lado da mesma pessoa. E todos encontraram no mesmo compasso um motivo para seguir dançando madrugada adentro.
Há uma sabedoria antiga escondida nos bailes. Enquanto o tempo insiste em passar, eles nos lembram da importância de permanecer. Permanecer junto, permanecer presente e permanecer grato pelas pessoas que dividem a caminhada conosco. Talvez seja por isso que certas festas terminem apenas no relógio, porque na memória seguem tocando por muito mais tempo.
Ficam os parabéns à Patronagem, que ofereceu uma celebração à altura da data e da tradição, construindo uma noite daquelas que não se mede pelo número de presentes, mas pela quantidade de sorrisos que deixou espalhados pelo salão. E isso, convenhamos, é coisa que não se improvisa. É resultado de trabalho, dedicação e respeito por quem faz da cultura gaúcha um encontro permanente entre música, amizade e sentimento.
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