Tradicionalista

AFURIS, Santiago / RS

1º Retoço Universitário, 11/08

Retoço de verdade, a noite em que o pago voltou a brilhar

Terça-feira, 11 de agosto. Bah, tchê, quem disse que universitário não tem estrada batida no peito? Na AFURIS, o frio que cortava lá fora não teve vez, porque lá dentro, o salão ferveu de gauchada.

Abriu a noite o Grupo Comparsita, com aquela cordeona que não pede licença, entra na alma e se instala, feito querência que a gente carrega mesmo longe de casa. E se o Comparsita acendeu o rastilho, foi Leonel Gomez quem tocou fogo no pavio. Nada mais, nada menos.

Não foi festa, foi retomada. Foi o retorno às aulas do 2º semestre na URI Campus Santiago, celebrado do único jeito que se celebra por essas bandas... Com nativismo puro, sem tradução e sem desculpas.

Tem gente que acha que tradição é coisa velha, empoeirada, para guardar no baú. Bobagem. Como bem disse Chesterton, tradição é a democracia dos que já se foram, é dar voto aos nossos avós. E naquela noite fria, os avós votaram junto, bateram palma, rodaram prenda e ergueram o copo.

O Retoço Universitário não pediu licença pra existir. Nasceu sabendo que juventude sem raiz é junco ao vento, bonito, mas sem chão. E chão, aqui, é o que não falta.

Fica o registro, ficam as fotos e fica sobretudo a certeza que enquanto tiver cordeona tocando, violão sendo dedilhado e prenda dançando, o Rio Grande não esfria e esquenta o peito de quem é da querência.

Que venha o próximo retoço, tchê. Esse foi só o primeiro verso do estribilho.

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