Tradicionalista
CTG Os Tropeiros
Os Tropeiros, Matizes, 3ª noite, 13/09
ADQUIRA SUA IMAGEM: COMPRAR FOTOGRAFIAS
O compasso de um fandango
Jantar campeiro, mesa cheia e a conversa correndo solta pelo galpão dos Tropeiros. Assim começou a terceira noite da Semana Farroupilha. O cheiro da comida, o mate passando de mão em mão e a gente chegando para mais uma noite de encontro deram o tom das primeiras horas.
Na sequência, a cancha foi das invernadas. Crianças e jovens pilchados mostraram, na dança, aquilo que se aprende dentro de casa, nos ensaios e nos próprios galpões: o respeito pela tradição e o orgulho de fazer parte dela.
Depois, o Grupo Matizes tomou conta do baile. E aí não teve conversa, foi fandango dos buenos.
Casa cheia, salão vivo, gaúchos gastando o taco da bota e prendas fazendo seus vestidos rodarem no compasso da música. Cada vaneira puxava outra, cada marcação chamava mais um casal para a pista e a noite foi avançando no jeito antigo de um bom baile: sem pressa para terminar.
É assim que o tradicionalismo permanece. Não como lembrança parada no tempo, mas como costume que se pratica. Na mesa do jantar, na roda de mate, na dança, na música e na pilcha que passa de uma geração para outra.
Nos Tropeiros, cada noite da Semana Farroupilha tem sido um encontro com essa história. Uma história que não precisa ficar escrita em papel quando ainda pode ser cantada, dançada e vivida.
E enquanto houver quem ensine os passos, quem vista a pilcha e quem tenha disposição para gastar o taco da bota, o fandango seguirá mantendo acesa a chama de uma tradição que é nossa.
Tags