Tradicionalista

CTG Os Tropeiros, Santiago / RS

CTG Os Tropeiros, encerramento da Semana Farroupilha, 20/09

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A chama se apaga e a tradição se renova
Dez dias de Semana Farroupilha passaram pelo CTG Grupo Nativista Os Tropeiros como passa uma tropa buena por estrada conhecida, deixando atrás de si a poeira da caminhada, a música na memória e um punhado de histórias para a prosa de amanhã.
Foram nove bailes, jantares campeiros, invernadas e grandes grupos fandangueiros. Teve gaita, dança, mate, pilcha e aquela reunião de gente que transforma um galpão em casa de todos. Cada noite trouxe seu compasso e, juntas, fizeram de setembro um tempo de reencontro com aquilo que o gaúcho aprendeu a chamar de seu.
No domingo, 20 de setembro, a tradição ganhou a avenida. Vieram os cavalarianos com seus cavalos bem encilhados, prendas e peões de pilcha, invernadas, patronagem e departamentos. O tropel dos cascos, o brilho dos arreios e o colorido das vestimentas deram passagem a um pedaço do Rio Grande diante dos olhos de Santiago.
Depois da avenida, veio o fogo. o churrasco ao melhor estilo campeiro, carne repartida e a mesa reunindo novamente a peonada. Mais tarde, a domingueira com os Ases do Fandango tratou de fechar a festa no compasso de um último baile, daqueles em que ninguém parece ter pressa de ir embora.
Então chegou o rito de encerramento. As bandeiras foram arriadas e a Chama Crioula foi extinta. A Semana findou, mas o que ela celebra não se mede pelo calendário.
Chama buena é como brasa de fogo de chão. A labareda baixa, mas o calor fica, e assim também é o sentimento de um povo que conhece suas raízes. Passa do avô para o neto, da mão que encilha para a mão que ainda está aprendendo, da cancha para o galpão e do galpão para a estrada.
Meu agradecimento à patronagem dos Tropeiros pela acolhida e pela confiança em nosso trabalho para registrar os peões e prendas, as invernadas, os cavalarianos e os grandes grupos que fizeram parte dessa caminhada.
A Semana Farroupilha se despede, mas o Rio Grande segue a cavalo, porque tradicionalismo não é fantasia de ocasião. É um jeito de andar, de respeitar, de lembrar e de seguir sendo gaúcho.

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